Es cultura

 

🐟

Name: A Puta da Locura
Date: Winter 2017
Media: Pinewood and spit
Comments: JA jajaja jajAJJAj ajajaj JJAja JJJJaaaa jajajajaajaja ajja aj & gashô

Posted in arts, my creatures, photo | Tagged , , , | Leave a comment

… estes também somos nos (num sonho)

Na outra noite sonhei contigo. Eu vinha pela rua abaixo cheio de pressa ao que parece, meio vestindo-me, meio dançando, estressado e feliz… e contribuindo para – se não causando – tudo o anterior uma morenaça agarrada do braço. Tamos atrasados tamos atrasados – dizia ela e eu ajeitava o sapato; é sempre a mesma coisa, vamos chegar e eles já se cassaram – continuava a minha deusa da pressa e eu apertava o cinto, apertava as nádegas e acelerava o passo. Curiosamente o efeito que este “ir a correr” tinha em mim era diferente ao da miúda (não apanhei-lhe o nome); em quanto ela blanca-flor-nuvem deslizava com graça sobre o pavimento, eu desfilava mistura de lagarto com dor de barriga e pato com PTSD. Como depois de um bocado a quase tudo uma pessoa se acostuma e as vezes ate começa a desfrutar, assim – ainda a correr pela rua – comecei a reparar nesta formosura que o sonho decidiu me acompanharia sempre puxando do braço… ah vamos a um casamento… mas casamento de quem, quem se cassa? É uma experiência interessante esta de aparecer no meio de um truculento ir a onde nada sabemos… como se já adultos estivesse-mos a ser paridos para quem é esta miúda gira… por que me puxa do braço?

Antes de conseguir resposta alguma chegamos a uma igreja que mais parecia um chiringuito de praia disfarçado de marisqueira vietnamita. O “prédio” era todo construído em madeira e o telhado forrado com grandes folhas de palmeiras secas. A volta do terreno onde a igreja assentava, havia um muro e por trás do muro casas pintadas de alegres cores; tudo rodeado de frondosas árvores tropicais… assim laranjas monge, verdes viridian quase pistachio e óxidos jade a procura de lapiszuli se fusionavam para fazer pano de fundo ao edifício mais escuro, escuro mas curiosamente leve, tão leve de facto que parecia que se dispunha a levantar voo…

Especado a frente deste altar psilocybiniano era nestas elucubrações que eu me encontrava sumido; de repente reparei que a moça tinha-se pisgado, provavelmente foi a correr lá p’ra dentro, não deve querer perder o sim quero por nada do mundo pensei, mas assim solta que frase pombalina “não deve querer perder o sim quero por nada do mundo”, em fim… dizia, pensei e pouco mais do que isso porque – e é que os sonhos (caso haja dúvidas) seguem sempre a regra more is more – momentos depois estava te a ver ali deitado no chão de relva, relva e grandes folhas verdes. Para minha surpresa dentro do sonho não fiquei nada surpreendido, e disse para comigo olha ali o André… o canito.
Descrever o que tu parecias não é fácil, de todo; porque alem das minhas limitações descritivas, parecias muitas, muitíssimas e complexas, contraditórias coisas juntas, juntas numa harmonia que chatiava, que chateia como algo que está muito para alem de nós do nosso alcance de mão suja e déficit de atenção… vou fazer meu melhor.

Um mendigo, era essa a primeira impressão que se tinha, pois tavas deitado no chão com um a vontade que só os africanos lá da África mesmo e os sem-abrigo (bom e o Alex) tem com o chão, como apreciando a textura, com ple ta men te a vontade, num ioga simples do estar deitado, num reclinar romano sem banquete… assim te vi sobre a relva meio queimada e as grandes folhas verdes. Parecias ligeiramente entretido, do género de quase a ficar desentretido com qualquer coisa que se passava do outro lado do muro… mesmo assim não o suficientemente interessado para fazer o esforço de ir espreitar… se fosses um deus, e tudo o criado estivesse ao teu alcance e tivesses estado ali deitado por um milhão de anos e a tua frente uma galinha andasse a perseguir uma barata, mais o menosh assim era que estavas. Mas mal me vistes, levantas-te, não a correr, não não, devagarinho (como gosto dessa palavra), muito devagarinho, meticulosamente vagaroso e a espreguiçando-te de forma tal que as aves em unissono deixaram de cantar e abriram muito os bicos num aarhhhhhhhggghhhhhh. Em quanto te aproximavas a imagem primeira que eu tinha tido transformava-se agora numa outra, pois trazias vestida uma camisa de linho ou tal vez algodão enrugada mas impecável, sem uma nodoa o que era um mistério porque aquele chão… em fim… e uns calções que te assentavam como se tivessem crescido a volta do teu corpo… se um príncipe encomendasse a seu melhor alfaiate um traje para passar desapercebido no meio da plebe… seria a tua imagem.

Muito próximo de mim ouvi-te trautear mhuishk muiaghkh e soltar um suspiro, que chatice mal passou um milhão de anos e já tem um gajo que se levantar! parecias pensar, mas no teu rosto vinha o sol em forma de sorriso. Abraçamos. E como se tudo tivesse a seguir rigorosamente uma pauta maluca escrita algures pela Dani, demos meia volta e nos dirigirmos a entrada da igreja. Ai tu viraste a cabeça e disseste muito descontraído vai com calma e não me enchas com tuas merdas, claro que de repente eu fiquei cheio de merdas e com muita pouca calma; pensando olha-me este cabrãozinho empertigaitado… mas o sentimento e o pensamento se desvaneceram rapidamente e tu próprio, uma vez fora do supor e o suporte do chão, ficaste rapidamente histérico e a provocar e te meteres com todas as pessoas, animais e incluso objetos inanimados que encontrávamos no caminho. Antes de acordar, lembro-me claramente que não fiquei contento pela ironia, por te contradizeres (que não o fizeste), mas de olhar p’ra ti e p’ra mim, para nos por tanto, com carinho e com um redentor estes também somos nos. E assim acordei.

 
 

Posted in text | Tagged , , , , | Leave a comment

dinnercave

 


 

gashô      

 

Posted in photo | Tagged , , , , , | Leave a comment

ATL /// study 007

 

 

 
 

Posted in photo, series | Tagged , , , , , , , , | Leave a comment

ATL /// study 006

 


 

 
 

Posted in photo, series | Tagged , , , , , , , , | Leave a comment

40 Ki’s

As if was 

on Earth

my last walk

everything,

and I mean e very thing

is sacred

on this _______________________> path-not-mine-but-LIFE’s

 

Amidst the car’s fumes

with humid hands

somehow the trees manage

to touch it all

somehow to leave

some of its leaves

trembling

somehow

to fly

offfffffff

the ground;

parsimoniously invisible

douce dance of

the daughters

of the city

of its inhabitants

 

wait, I have a note here that reads try to take the “I” out of everything, ja ja ja that’s actually tragically hilarious…

 

At Soonam’s

met his wife,

Is this the real one?

I ask, he tries to cover up,

her name Susmita looks at me

a bit mad

a bit sweet

a bit funny

a bit dramatic

a bit forgiving

a bit this will also pass

and this, this is true

and the wave I ride

on my secobd glass of wine

I am at home, detached

gashô || smile || bismillah

connected, focused, full opf shit,

getting drunk.

 

From the book

folding its soul

behind the glass

under the table

a tank of time

an orchid’s skin

garlic’s existence.

 

Touch and go, touch and go

Daniela’s gone to disarm a pig,

a tiny car,

a child climbing a step

and her father’s yeah!

A sad girl walks a wolf

and this one smokes

– I’m with Karma –

They say smoking is bad…

She wants to nuke the root of my ancestors

but instead smiles and answers … they say …

IT is so good that all of this is going to end, I mean it for real … because that … all of this is going to end and that’s so good right now inside of me

joy… 

on the fact…

 

This other smiling (incomprehensively written) #
asking for some place I know very well but I’m drunk already and I get lost in her smile… and she gets it and goes for a better, faster, mechanical answer and I totally get it, the need for patches, the silly face I’m wearing and anyway she went to the dude… and the dude, this dude, this fantastical dude that came out of the dream manga of a video game’s character… with his dark moustache and dark hair, wow that is an explosion of unbelievable curly fluffiness, I want to touch it… and he’s so funny too, I ask him if the cushion in the w.c. is for resting the horns, and so it seems and we laugh hard, I rip a couple vocal cords and everybody’s looking inside my paranoia, fuck you!!! very funny the dude, I feel blessed – almost like crying –  so stupid overall, yet that’s how it is, right here, right now, ja j ajaa << then we got inside a carboard box and gave ourselves as gift to 40 Ki's and broke plants and they complained about their girlfriends, and I kept the drinking steady to keep my happiness afloat and my doubts drowning and everything was a micro-second burst of melting extasis… where did it go, did it really happen?

Maxi, maxi… of course it did not

Posted in photo | Tagged , , , , , | Leave a comment

ATL /// study 005

 

 

 

 



plot3D.sh -f 2 -ti "ATL /// study 005 << 3D Plot" -w 800 -h 1300 -tl 70 inputfile outputfile

ImageMagic’s Plot3D script = Fred Weinhaus

 

 
 

Posted in photo, series | Tagged , , , , , , , , | Leave a comment